27 setembro 2006

Palavras Andarilhas





Palavras Andarilhas

Foi um encontro de contadores organizado pela Cristina Taquelim.

Essa iniciativa foi o resultado do trabalho continuado que a Biblioteca Municipal desenvolve desde 1994 com a Associação de Defesa do Património da Região de Beja.

Um “Festival” que conta, desde o seu início também, com o apoio da Fundação Calouste de Gulbenkian e do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas.

Durante três dias, contadores de histórias profissionais e amadores dos "quatro cantos do mundo" transformaram a cidade alentejana no "reino do faz de conta".

Foi um evento muito bem organizado e bonito.

11 setembro 2006

Apresentação -O Pote Vazio




Há muito tempo, na China, vivia um menino chamado Ping, que adorava flores. Tudo o que ele plantava florescia. O Imperador também adorava flores...

Quando chegou o momento de escolher um herdeiro, ele deu uma semente de flor para cada criança do reino, dizendo - 'Quem provar que fez o melhor possível dentro de um ano, será meu sucessor!'.

Ping plantou sua semente e cuidou dela dia após dia. Mas os meses se passaram e a semente não brotou. Quando chegou a primavera, Ping apresentou-se ao Imperador levando apenas um pote vazio.

A arte primorosa e a bela simplicidade do texto de Demi mostram como o fracasso constrangedor de Ping se transformou em triunfo, nesta fábula sobre a honestidade recompensada.

23 junho 2006

Contar histórias...

Contar histórias é uma arte muito antiga, que demonstra e comprova o poder das palavras, usando a linguagem de forma criativa e até artística.
A história contada presta um belo serviço ao desenvolvimento dos componentes envolvidos na comunicação, como a capacidade auditiva e a expressão verbal.
Os momentos mágicos em torno das atividades de contar e ouvir histórias contribuem para ampliar a compreensão e as habilidades de análise e crítica.
A mente cresce e evolui através das imagens mentais que vão sendo elaboradas passo a passo, num processo de crescimento que não tem igual.Parece muito, e na verdade é... e por tão pouco!
Contar histórias envolve técnicas flexíveis e adaptáveis, que requerem o mínimo - ou nenhum - material, e fortalecem habilidades gerais da linguagem. Isso sem falar no gosto genuíno pela leitura e na desenvoltura para escrita, que afinal de contas são a base de toda e qualquer educação.
A história contada é um dos veículos mais naturais de conexão entre pessoas de todas as idades. Une gerações em torno de uma atividade prazerosa, e preserva as relações entre adultos e crianças da família, mesmo em meio ao turbilhão de compromissos assumidos por todos atualmente.
Basta soltar a imaginação e livrar-se das amarras do cotidiano, reinventando um modo antigo de ensinar e informar, que em pouco tempo torna-se rotina básica da família. As crianças amam e os adultos... adoram!

25 maio 2006

Boca do Céu


Boca do Céu-Encontro Internacional de Contadores de Histórias foi um evento maravilhoso realizado no Sesc Pinheiros em São Paulo -Brasil.

Contando com a presença de contadores de histórias de diversas partes do mundo foi um encontro que com certeza contribuiu ,e muito,para trocar informações e muitas histórias de vida e literárias.

Com duração de 9 dias todos permeados por apresentações artísticas , oficinas, depoimentos .

Valeu muito a pena participar e estar com grandes amigos contadores!

Contei muitas histórias e ouvi outras...

Espero estar presente no próximo.....

Contação de Histórias com Origami



Contando histórias com dobraduras é uma forma divertida e lúdica de entreter pais e filhos.

Cada história, cantiga , parlenda é acompanhada por actividades de origami, transformando este momento em um trabalho dinâmico e artístico, onde todos participam activamente da construção e desenvolvimento da história.

Tudo é possível com muita imaginação e uma simples folha de papel!

11 maio 2006

Pedro Bandeira





Na Bienal encontrei esse grande escritor da literatura infanto-juvenil.

Impossivel passar por ele sem agradecer a grande contribuição à literatura.

Antes meu agradecimento como leitora pois os livros dele foram companheiros de minha infância ..


Depois de um período descobri suas peças teatrais e me encantei a tal ponto com uma delas que fiz uma montagem teatral.

Atualmente gosto de contar histórias de seus lindos livros ...

Pedro Bandeira é extremamente criativo e escreve histórias que encantam crianças e adultos.

11 abril 2006

Um texto de Marina Colassanti....




Era linda, era filha, era única. Filha de rei. Mas de que adiantava ser princesa se não tinha com quem brincar?Sozinha, no palácio, chorava e chorava.
Não queria saber de bonecas, não queria saber de brinquedos. Queria uma amiga para gostar.De noite o rei ouvia os soluços da filha. De que adiantava a coroa se a filha da gente chora à noite?
Decidiu acabar com tanta tristeza. Chamou o vidraceiro, chamou o moldureiro. E em segredo mandou fazer o maior espelho do reino. E em silêncio mandou colocar o espelho ao pé da cama da filha que dormia.
Quando a princesa acordou, já não estava sozinha. Uma menina linda e única olhava para ela, os cabelos ainda desfeitos do sono. Rápido saltaram as duas da cama. Rápido chegaram perto e ficaram se encontrando. Uma sorriu e deu bom dia. A outra deu bom dia sorrindo.
- Engraçado – pensou uma - , a outra é canhota.
E riram as duas.Riram muito depois. Felizes juntas, felizes iguais.
A brincadeira de uma era a graça da outra. O salto de uma era o pulo da outra. E quando uma estava cansada, a outra dormia.
O rei, encantado com tanta alegria, mandou fazer brinquedos novos, que entregou à filha numa cesta. Bichos, bonecas, casinhas e uma bola de ouro.
A bola no fundo da cesta. Porém tão brilhante, que foi o primeiro presente que escolheram.Rolaram com ela no tapete, lançaram na cama atiraram para o alto. Mas quando a princesa resolveu jogá-la nas mãos da amiga, a bola estilhaçou jogo e amizade.
Uma moldura vazia, cacos de espelho no chão.A tristeza pesou nos olhos da única filha do rei. Abaixou a cabeça para chorar. A lágrima inchou, já ia cair, quando a princesa viu o rosto que tanto amava. Não um só rosto de amiga, mas tantos rostos de tantas amigas.
Não na lágrima que logo caiu mas nos cacos que cobriam o chão.
- Engraçado são canhotas – pensou.
E riram.Riram por algum tempo depois. Era diferente brincar com tantas amigas. Agora podia escolher.
Um dia escolheu uma e logo se cansou. No dia seguinte preferiu outra, e esqueceu-se dela logo em seguida. Depois outra e outra, até achar que todas eram poucas. Então pegou uma, jogou contra a parede e fez duas. Cansou das duas, pisou com o sapato e fez quatro. Não achou mais graça nas quatro, quebrou com o martelo e fez oito. Irritou-se com as oito partiu com uma pedra e fez doze.Mas duas eram menores do que uma, quatro menores do que duas, oito menores do que quatro, doze menores do que oito.Menores cada vez menores.Tão menores que não cabiam em si, pedaços de amigas com as quais não se podia brincar.
Um olho, um sorriso, um pedaço de si. Depois, nem isso, pó brilhante de amigas espalhado pelo chão.Sozinha outra vez a filha do rei.Chorava .Nem sei.Não queria saber das bonecas, não queria saber dos brinquedos.
Saiu do palácio e foi correr no jardim para cansar a tristeza.Correu, correu, e a tristeza continuava com ela. Correu pelo bosque, correu pelo prado. Parou à beira do lago.
No reflexo da água a amiga esperava por ela.Mas a princesa não queria mais uma única amiga, queria tantas, queria todas, aquelas que tinha tido e as novas que encontraria. Soprou na água. A amiga encrespou-se, mas continuou sendo uma.
Então a linda filha do rei atirou-se na água de braços abertos, estilhaçando o espelho em tantos cacos, tantas amigas que foram afundando com ela, sumindo nas pequenas ondas com que o lago arrumava sua superfície.

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