
28 dezembro 2007
25 dezembro 2007
10 dezembro 2007
Um conto de Natal....
Fazia um frio terrível; caía a neve e estava quase escuro; a noite descia: a última noite do ano. Em meio ao frio e à escuridão uma pobre menininha, de pés no chão e cabeça descoberta, caminhava pelas ruas.
Quando saiu de casa trazia chinelos; mas de nada adiantavam, eram chinelos tão grandes para seus pequenos pézinhos, eram os antigos chinelos de sua mãe.
A menininha os perdera quando escorregara na estrada, onde duas carruagens passaram terrivelmente depressa, sacolejando.
Um dos chinelos não mais foi encontrado, e um menino se apoderara do outro e fugira correndo. Depois disso a menininha caminhou de pés nus - já vermelhos e roxos de frio. Dentro de um velho avental carregava alguns fósforos, e um feixinho deles na mão. Ninguém lhe comprara nenhum naquele dia, e ela não ganhara sequer um níquel.
Tremendo de frio e fome, lá ia quase de rastos a pobre menina, verdadeira imagem da miséria! Os flocos de neve lhe cobriam os longos cabelos, que lhe caíam sobre o pescoço em lindos cachos; mas agora ela não pensava nisso.
Luzes brilhavam em todas as janelas, e enchia o ar um delicioso cheiro de ganso assado, pois era véspera de Ano-Novo.
Sim: nisso ela pensava!
Numa esquina formada por duas casas, uma das quais avançava mais que a outra, a menininha ficou sentada; levantara os pés, mas sentia um frio ainda maior.
Não ousava voltar para casa sem vender sequer um fósforo e, portanto sem levar um único tostão.
O pai naturalmente a espancaria e, além disso, em casa fazia frio, pois nada tinham como abrigo, exceto um telhado onde o vento assobiava através das frinchas maiores, tapadas com palha e trapos.
Suas mãozinhas estavam duras de frio.
Suas mãozinhas estavam duras de frio.
Ah! bem que um fósforo lhe faria bem, se ela pudesse tirar só um do embrulho, riscá-lo na parede e aquecer as mãos à sua luz!
Tirou um: trec! O fósforo lançou faíscas, acendeu-se.
Era uma cálida chama luminosa; parecia uma vela pequenina quando ela o abrigou na mão em concha...
Que luz maravilhosa!
Com aquela chama acesa a menininha imaginava que estava sentada diante de um grande fogão polido, com lustrosa base de cobre, assim como a coifa.
Como o fogo ardia! Como era confortável!
Mas a pequenina chama se apagou, o fogão desapareceu, e ficaram-lhe na mão apenas os restos do fósforo queimado.
Riscou um segundo fósforo. Ele ardeu, e quando a sua luz caiu em cheio na parede ela se tornou transparente como um véu de gaze, e a menininha pôde enxergar a sala do outro lado.Na mesa se estendia uma toalha branca como a neve e sobre ela havia um brilhante serviço de jantar. O ganso assado fumegava maravilhosamente, recheado de maçãs e ameixas pretas. Ainda mais maravilhoso era ver o ganso saltar da travessa e sair bamboleando em sua direção, com a faca e o garfo espetados no peito! Então o fósforo se apagou, deixando à sua frente apenas a parede áspera, úmida e fria.
Acendeu outro fósforo, e se viu sentada debaixo de uma linda árvore de Natal. Era maior e mais enfeitada do que a árvore que tinha visto pela porta de vidro do rico negociante. Milhares de velas ardiam nos verdes ramos, e cartões coloridos, iguais aos que se vêem nas papelarias, estavam voltados para ela. A menininha espichou a mão para os cartões, mas nisso o fósforo apagou-se. As luzes do Natal subiam mais altas. Ela as via como se fossem estrelas no céu: uma delas caiu, formando um longo rastilho de fogo.
"Alguém está morrendo", pensou a menininha, pois sua vovozinha, a única pessoa que amara e que agora estava morta, lhe dissera que quando uma estrela cala, uma alma subia para Deus.
Ela riscou outro fósforo na parede; ele se acendeu e, à sua luz, a avozinha da menina apareceu clara e luminosa, muito linda e terna.
- Vovó! - exclamou a criança.
- Oh! leva-me contigo!
Sei que desaparecerás quando o fósforo se apagar!
Dissipar-te-ás, como as cálidas chamas do fogo, a comida fumegante e a grande e maravilhosa árvore de Natal!
E rapidamente acendeu todo o feixe de fósforos, pois queria reter diante da vista sua querida vovó. E os fósforos brilhavam com tanto fulgor que iluminavam mais que a luz do dia. Sua avó nunca lhe parecera grande e tão bela. Tornou a menininha nos braços, e ambas voaram em luminosidade e alegria acima da terra, subindo cada vez mais alto para onde não havia frio nem fome nem preocupações - subindo para Deus.
Mas na esquina das duas casas, encostada na parede, ficou sentada a pobre menininha de rosadas faces e boca sorridente, que a morte enregelara na derradeira noite do ano velho.
O sol do novo ano se levantou .
A criança lá ficou, paralisada, um feixe inteiro de fósforos queimados.
- Queria aquecer-se - diziam os passantes.
Porém, ninguém imaginava como era belo o que estavam vendo, nem a glória para onde ela se fora com a avó e a felicidade que sentia no dia do Ano Novo.
Hans Christian Andersen
30 novembro 2007
Agenda de Dezembro
Agenda de Dezembro
8 de Dez-17:00h-Sessão de contos de Natal (evento fechado)
9 de Dezembro- 16:00h-Sessão de contos- Maia(evento fechado)
11 a 12 de Dez-10:30 - Sessão de Contos-Alcobaça( evento fechado)
14 de Dez-10 as 13:00h- Atelier de Expressão Dramática-Alpiarça
17 a 22 de Dez-10:00 as 17:30h- Atelier de Dança Criativa para crianças - Casa de Cultura –Silves
29 de Dez- 11:00 h -Sessão de contos - Livraria Salta Folhinha - Porto ( aberto ao público)
29 de Dez- 11:00 h -Sessão de contos - Livraria Salta Folhinha - Porto ( aberto ao público)
04 novembro 2007
Um mito aborígine astrauliano

Há muitos e muitos anos, na primavera do universo, quando tudo o que existe na terra era jovem, duas irmãs caminhavam pelos campos cobertos de belíssimas flores.Saciavam a fome com as deliciosas raízes que tiravam da terra.
Certa vez, ao anoitecer, uma das meninas abaixou-se para colher uma flor que chamou a sua atenção por ser maior que todas as outras.
Ao observar as pétalas, viu estampada numa delas o rostinho de um bebê.A carinha era tão bonita que a amenina arrancou um pedaço de casca de árvore e com ele fez uma caixinha , onde guardou a flor.
Era como se a flor fosse o seu grande tesouro e ela quisesse protegê-lo.Pôs a caixa num galho de árvore e , todas as tardes,depois do passeio, ia visitá-la.E não contou o segredo para a irmã.
Acontece que lentamente a flor foi se transformando num garotinho que , a cada dia, ficava mais forte e saudável.O verão terminou.Com a chegada do outono, as noites começaram a esfriar e a criança , a enfraquecer.Seu rostinho afinou.A menina encontrou uma coberta feita de pele de animal e agasalhou o bebê -flor.
Um dia ela contou a irmã sobre o seu estranho filhinho.A irmã ficou muito feliz com a novidade.Juntas, cuidaram do garotinho com toda a dedicação.Conforme ele foi crescendo, as duas o ensinaram a falar, cantar, caçar e alimentar-se.
Quando se tornou um jovem, o menino se transformou em Mulian, o gavião, e partiu voando para os céus.Mas sempre regressava para visitar sua mães, as irmãs que o haviam colhido no campo florido.Ao sentir que já estava velhinho, converteu-se numa estrela do céu para continuar a iluminar as crianças que,como as duas mães-meninas, amam e protegem as flores da terra.
( história da mitologia aborígine australiana)
24 outubro 2007
Contar & Encantar-Curso de contadores de histórias em São Paulo
As inscrições para o workshop de São Paulo foram prorrogadas até o dia 21.11.

Público Alvo: Educadores, contadores de histórias,bibliotecários, atores, terapeutas e interessados no tema.
Máximo de participantes: 20
Mínimo de participantes: 10
Orientação: Clara Haddad – Atriz e Contadora de Histórias
Carga Horária: 9:00 as 17:30 (com intervalo de almoço)
Investimento: 160 reais
Informações : (11) 5641-1289 (11) 5642-0280 -Falar com Clara ou Sandra
Local: Paço do Baobá, 64 - R .Michael Kalinin, 64( perto da USP )Butantã-SP
Data: 24 E 25 de Novembro ( sab e dom)
****Curso com certificado****

Público Alvo: Educadores, contadores de histórias,bibliotecários, atores, terapeutas e interessados no tema.
Máximo de participantes: 20
Mínimo de participantes: 10
Orientação: Clara Haddad – Atriz e Contadora de Histórias
Carga Horária: 9:00 as 17:30 (com intervalo de almoço)
Investimento: 160 reais
Informações : (11) 5641-1289 (11) 5642-0280 -Falar com Clara ou Sandra
Local: Paço do Baobá, 64 - R .Michael Kalinin, 64( perto da USP )Butantã-SP
Data: 24 E 25 de Novembro ( sab e dom)
****Curso com certificado****
****Informações e reserva de vaga envie um e-mail para contosdacarochinha@gmail.com
******** o participante deve levar uma ou duas histórias pequenas que goste ( máximo 1 página cada) para ser trabalhada no curso. Ir com roupas confortáveis**********
mapa do local:
15 outubro 2007
Workshop Contar & Encantar com histórias de fazer sonhar-Casa Duvivier-RJ e Paço do Baobá -SP
Clique na imagem para ler****O workshop sobre a arte de contar histórias que vou orientar tem como público alvo educadores , terapeutas , atores e interessados em geral.
Vai ser realizado nos dias 10 e 11 de Novembro na Casa Duvivier no RJ( r.Rumânia, 14 - rua da CAL-Laranjeiras)
e 24 e 25 de Novembro no Paço do Baobá em São Paulo( R.Michael Kalinin, 64 Butantã -perto da USP)
Serão dois dias intensivos onde será priorizada a parte prática com exercícios individuais e em grupo e também algumas informações teóricas para dar base ao trabalho.O objetivo do workshop sobre a arte de contar histórias é :
-Introduzir os participantes do curso, na arte de contar histórias, através de abordagens teóricas e práticas
- Descobrir o contador que existe dentro de cada um de nós
-Desenvolver capacidades expressivas (verbais e não verbais) através de exercícios e desenvolvimento de técnicas
-Destacar a importância de narrar histórias como feito artístico em si
-Dar a conhecer técnicas e estimular a criação de repertório
Para maiores informações e reservas de vagas:
(11)-8259-6166 / (11) 5641-1289( 11) 5642-0280 falar com Clara ou Sandra
O valor do curso no RJ é de 150 reais e 160 Reais em SP.
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