25 janeiro 2008

Curso sobre a arte de contar histórias-16 e 17 de Fevereiro-Por Clara Haddad-Porto

Contar & Encantar com histórias de fazer sonhar...


Contar história é uma arte.

Desde tempos imemoriais as histórias tem o seu lugar. É através da figura do contador que elas vão percorrendo geração em geração e perpetuando a força da palavra, das tradições e da língua. Mas quem é o contador contemporâneo? O que ele conta? Como conta? Existem técnicas? A arte de contar histórias ganha novo fôlego e vem conquistando cada vez mais espaço na sociedade actual. Dessa forma, tem sido realizada com frequência em escolas, livrarias, bibliotecas, hospitais, auditórios, teatros, etc. Este curso é para todos aqueles que desejam ter contacto com o mundo mágico da narração oral e dos contos através de distintas técnicas criativas e expressivas.

***Clique na imagem para aumentar****

Objectivos:

-Introduzir os participantes do curso, na arte de contar histórias, através de abordagens teóricas e práticas

-Descobrir o contador que existe dentro de cada um de nós
-Desenvolver capacidades expressivas (verbais e não verbais) através de exercícios e desenvolvimento de técnicas
-Destacar a importância de narrar histórias como feito artístico em si



Conteúdos:
Fundamentos teóricos e práticos. Voz, Corpo, Olhar do narrador. Elementos do conto. Preparação de uma sessão de contos. Ler x Contar. Narrador X Actor. Narração e Espectáculo. Técnicas para narrar. Os vários contextos para narrar histórias (hospitalar, terapêutico, performance, animação de leitura). Condições que devem reunir um texto e um narrador. Improvisações. Exercícios individuais e em grupo.



Público Alvo:
Educadores, contadores de histórias, pais,terapeutas e todos os interessados no tema.



Máximo de participantes: 16
Mínimo de participantes: 8
Orientação: Clara Haddad – Actriz e Contadora de Histórias
Carga Horária: 9:30 as 12:30- 14:00 as 18:00
Investimento: 95 €
Informações e Inscrições: Livraria Salta Folhinhas
R. de António Patrício, 50 4150-098 Porto tl: 22609 22 14 ou 91465 6372
Data: 16 e 17 de Fevereiro ( sab e dom)







***O curso só acontece com o mínimo de participantes inscritos**** ***Curso com certificado**** ***Inscrições até o dia 12/02. Para maiores informações e reserva de vaga envie um e-mail para contosdacarochinha@gmail.com ou info@saltafolhinhas.pt ********





****o participante deve levar duas histórias pequenas que goste ( máximo 2 páginas).De preferência um conto tradicional e um conto de autor**********






Sobre a Formadora


Clara Haddad é Licenciada em Educação Física e Artes Cénicas. Reside em Portugal onde actua como narradora oral, actriz e coreógrafa. Tem em seu repertório contos de tradição oral e literários e diversas apresentações artísticas, espectáculos e sessões de contos para crianças, jovens e adultos. Participa frequentemente de festivais,encontros e maratonas de narração oral nacionais e internacionais. Idealizadora da Contos da Carochinha-Brincadeiras com arte. Integrante do Projecto Educativo do Hospital Pedro Hispano (onde desenvolve pesquisa e trabalho com contos , meditação e visualização criativa para crianças e pais de crianças internados) Ministra cursos sobre a arte de contar histórias e animação de leitura, criação de contos, dança -criativa e teatro.




Ficha de inscrição (deve ser enviada por e-mail)
Nome:
Morada:
Profissão:
Contactos:
E-mail:
Como tomou conhecimento do curso?
Qual o objectivo em fazer o curso?
Já tem experiência em contar histórias?

09 janeiro 2008

Espectáculo Viagem com os Grimm

Estarei no dia 20 de Janeiro as 16 horas me apresentando com o espectáculo "Viagem com os Grimm" na Casa de Cultura de Paredes.Compareçam!!!

Informações:

Casa de Cultura de Paredes
Avenida da República 4580-193
Contacto e informações: 2557 804 40

03 janeiro 2008

Agenda de Janeiro

Queridos amigos dos Contos e da Arte,
Mais uma ano se inicia e com ele também novas ideias, projectos e sonhos ....
Que este seja um ano de muitas realizações e sucesso!
Abaixo segue minha agenda de janeiro que está recheadinha de apresentações, espectáculos e histórias, espero contar com a presença de vocês nesses e em outros tantos eventos que vão acontecer no decorrer deste ano!

Um grande abraço,

Clara Haddad




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10 dezembro 2007

Um conto de Natal....

Fazia um frio terrível; caía a neve e estava quase escuro; a noite descia: a última noite do ano. Em meio ao frio e à escuridão uma pobre menininha, de pés no chão e cabeça descoberta, caminhava pelas ruas.
Quando saiu de casa trazia chinelos; mas de nada adiantavam, eram chinelos tão grandes para seus pequenos pézinhos, eram os antigos chinelos de sua mãe.
A menininha os perdera quando escorregara na estrada, onde duas carruagens passaram terrivelmente depressa, sacolejando.
Um dos chinelos não mais foi encontrado, e um menino se apoderara do outro e fugira correndo. Depois disso a menininha caminhou de pés nus - já vermelhos e roxos de frio. Dentro de um velho avental carregava alguns fósforos, e um feixinho deles na mão. Ninguém lhe comprara nenhum naquele dia, e ela não ganhara sequer um níquel.
Tremendo de frio e fome, lá ia quase de rastos a pobre menina, verdadeira imagem da miséria! Os flocos de neve lhe cobriam os longos cabelos, que lhe caíam sobre o pescoço em lindos cachos; mas agora ela não pensava nisso.
Luzes brilhavam em todas as janelas, e enchia o ar um delicioso cheiro de ganso assado, pois era véspera de Ano-Novo.
Sim: nisso ela pensava!
Numa esquina formada por duas casas, uma das quais avançava mais que a outra, a menininha ficou sentada; levantara os pés, mas sentia um frio ainda maior.
Não ousava voltar para casa sem vender sequer um fósforo e, portanto sem levar um único tostão.
O pai naturalmente a espancaria e, além disso, em casa fazia frio, pois nada tinham como abrigo, exceto um telhado onde o vento assobiava através das frinchas maiores, tapadas com palha e trapos.
Suas mãozinhas estavam duras de frio.
Ah! bem que um fósforo lhe faria bem, se ela pudesse tirar só um do embrulho, riscá-lo na parede e aquecer as mãos à sua luz!
Tirou um: trec! O fósforo lançou faíscas, acendeu-se.
Era uma cálida chama luminosa; parecia uma vela pequenina quando ela o abrigou na mão em concha...
Que luz maravilhosa!
Com aquela chama acesa a menininha imaginava que estava sentada diante de um grande fogão polido, com lustrosa base de cobre, assim como a coifa.
Como o fogo ardia! Como era confortável!
Mas a pequenina chama se apagou, o fogão desapareceu, e ficaram-lhe na mão apenas os restos do fósforo queimado.
Riscou um segundo fósforo. Ele ardeu, e quando a sua luz caiu em cheio na parede ela se tornou transparente como um véu de gaze, e a menininha pôde enxergar a sala do outro lado.Na mesa se estendia uma toalha branca como a neve e sobre ela havia um brilhante serviço de jantar. O ganso assado fumegava maravilhosamente, recheado de maçãs e ameixas pretas. Ainda mais maravilhoso era ver o ganso saltar da travessa e sair bamboleando em sua direção, com a faca e o garfo espetados no peito! Então o fósforo se apagou, deixando à sua frente apenas a parede áspera, úmida e fria.
Acendeu outro fósforo, e se viu sentada debaixo de uma linda árvore de Natal. Era maior e mais enfeitada do que a árvore que tinha visto pela porta de vidro do rico negociante. Milhares de velas ardiam nos verdes ramos, e cartões coloridos, iguais aos que se vêem nas papelarias, estavam voltados para ela. A menininha espichou a mão para os cartões, mas nisso o fósforo apagou-se. As luzes do Natal subiam mais altas. Ela as via como se fossem estrelas no céu: uma delas caiu, formando um longo rastilho de fogo.
"Alguém está morrendo", pensou a menininha, pois sua vovozinha, a única pessoa que amara e que agora estava morta, lhe dissera que quando uma estrela cala, uma alma subia para Deus.
Ela riscou outro fósforo na parede; ele se acendeu e, à sua luz, a avozinha da menina apareceu clara e luminosa, muito linda e terna.
- Vovó! - exclamou a criança.
- Oh! leva-me contigo!
Sei que desaparecerás quando o fósforo se apagar!
Dissipar-te-ás, como as cálidas chamas do fogo, a comida fumegante e a grande e maravilhosa árvore de Natal!
E rapidamente acendeu todo o feixe de fósforos, pois queria reter diante da vista sua querida vovó. E os fósforos brilhavam com tanto fulgor que iluminavam mais que a luz do dia. Sua avó nunca lhe parecera grande e tão bela. Tornou a menininha nos braços, e ambas voaram em luminosidade e alegria acima da terra, subindo cada vez mais alto para onde não havia frio nem fome nem preocupações - subindo para Deus.
Mas na esquina das duas casas, encostada na parede, ficou sentada a pobre menininha de rosadas faces e boca sorridente, que a morte enregelara na derradeira noite do ano velho.
O sol do novo ano se levantou .
A criança lá ficou, paralisada, um feixe inteiro de fósforos queimados.
- Queria aquecer-se - diziam os passantes.
Porém, ninguém imaginava como era belo o que estavam vendo, nem a glória para onde ela se fora com a avó e a felicidade que sentia no dia do Ano­ Novo.
Hans Christian Andersen

30 novembro 2007

Agenda de Dezembro


Agenda de Dezembro



8 de Dez-17:00h-Sessão de contos de Natal (evento fechado)
9 de Dezembro- 16:00h-Sessão de contos- Maia(evento fechado)
11 a 12 de Dez-10:30 - Sessão de Contos-Alcobaça( evento fechado)

14 de Dez-10 as 13:00h- Atelier de Expressão Dramática-Alpiarça

17 a 22 de Dez-10:00 as 17:30h- Atelier de Dança Criativa para crianças - Casa de Cultura –Silves
29 de Dez- 11:00 h -Sessão de contos - Livraria Salta Folhinha - Porto ( aberto ao público)

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