03 fevereiro 2008

Clara Haddad-Maratona de Contos

Olá Amigos dos contos e da arte,
Deixo disponível um video com trechos da sessão de contos que fiz na "Maratona de Contos "da Livraria Salta Folhinhas no passado dia 05 de Janeiro.

25 janeiro 2008

Curso sobre a arte de contar histórias-16 e 17 de Fevereiro-Por Clara Haddad-Porto

Contar & Encantar com histórias de fazer sonhar...


Contar história é uma arte.

Desde tempos imemoriais as histórias tem o seu lugar. É através da figura do contador que elas vão percorrendo geração em geração e perpetuando a força da palavra, das tradições e da língua. Mas quem é o contador contemporâneo? O que ele conta? Como conta? Existem técnicas? A arte de contar histórias ganha novo fôlego e vem conquistando cada vez mais espaço na sociedade actual. Dessa forma, tem sido realizada com frequência em escolas, livrarias, bibliotecas, hospitais, auditórios, teatros, etc. Este curso é para todos aqueles que desejam ter contacto com o mundo mágico da narração oral e dos contos através de distintas técnicas criativas e expressivas.

***Clique na imagem para aumentar****

Objectivos:

-Introduzir os participantes do curso, na arte de contar histórias, através de abordagens teóricas e práticas

-Descobrir o contador que existe dentro de cada um de nós
-Desenvolver capacidades expressivas (verbais e não verbais) através de exercícios e desenvolvimento de técnicas
-Destacar a importância de narrar histórias como feito artístico em si



Conteúdos:
Fundamentos teóricos e práticos. Voz, Corpo, Olhar do narrador. Elementos do conto. Preparação de uma sessão de contos. Ler x Contar. Narrador X Actor. Narração e Espectáculo. Técnicas para narrar. Os vários contextos para narrar histórias (hospitalar, terapêutico, performance, animação de leitura). Condições que devem reunir um texto e um narrador. Improvisações. Exercícios individuais e em grupo.



Público Alvo:
Educadores, contadores de histórias, pais,terapeutas e todos os interessados no tema.



Máximo de participantes: 16
Mínimo de participantes: 8
Orientação: Clara Haddad – Actriz e Contadora de Histórias
Carga Horária: 9:30 as 12:30- 14:00 as 18:00
Investimento: 95 €
Informações e Inscrições: Livraria Salta Folhinhas
R. de António Patrício, 50 4150-098 Porto tl: 22609 22 14 ou 91465 6372
Data: 16 e 17 de Fevereiro ( sab e dom)







***O curso só acontece com o mínimo de participantes inscritos**** ***Curso com certificado**** ***Inscrições até o dia 12/02. Para maiores informações e reserva de vaga envie um e-mail para contosdacarochinha@gmail.com ou info@saltafolhinhas.pt ********





****o participante deve levar duas histórias pequenas que goste ( máximo 2 páginas).De preferência um conto tradicional e um conto de autor**********






Sobre a Formadora


Clara Haddad é Licenciada em Educação Física e Artes Cénicas. Reside em Portugal onde actua como narradora oral, actriz e coreógrafa. Tem em seu repertório contos de tradição oral e literários e diversas apresentações artísticas, espectáculos e sessões de contos para crianças, jovens e adultos. Participa frequentemente de festivais,encontros e maratonas de narração oral nacionais e internacionais. Idealizadora da Contos da Carochinha-Brincadeiras com arte. Integrante do Projecto Educativo do Hospital Pedro Hispano (onde desenvolve pesquisa e trabalho com contos , meditação e visualização criativa para crianças e pais de crianças internados) Ministra cursos sobre a arte de contar histórias e animação de leitura, criação de contos, dança -criativa e teatro.




Ficha de inscrição (deve ser enviada por e-mail)
Nome:
Morada:
Profissão:
Contactos:
E-mail:
Como tomou conhecimento do curso?
Qual o objectivo em fazer o curso?
Já tem experiência em contar histórias?

09 janeiro 2008

Espectáculo Viagem com os Grimm

Estarei no dia 20 de Janeiro as 16 horas me apresentando com o espectáculo "Viagem com os Grimm" na Casa de Cultura de Paredes.Compareçam!!!

Informações:

Casa de Cultura de Paredes
Avenida da República 4580-193
Contacto e informações: 2557 804 40

03 janeiro 2008

Agenda de Janeiro

Queridos amigos dos Contos e da Arte,
Mais uma ano se inicia e com ele também novas ideias, projectos e sonhos ....
Que este seja um ano de muitas realizações e sucesso!
Abaixo segue minha agenda de janeiro que está recheadinha de apresentações, espectáculos e histórias, espero contar com a presença de vocês nesses e em outros tantos eventos que vão acontecer no decorrer deste ano!

Um grande abraço,

Clara Haddad




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10 dezembro 2007

Um conto de Natal....

Fazia um frio terrível; caía a neve e estava quase escuro; a noite descia: a última noite do ano. Em meio ao frio e à escuridão uma pobre menininha, de pés no chão e cabeça descoberta, caminhava pelas ruas.
Quando saiu de casa trazia chinelos; mas de nada adiantavam, eram chinelos tão grandes para seus pequenos pézinhos, eram os antigos chinelos de sua mãe.
A menininha os perdera quando escorregara na estrada, onde duas carruagens passaram terrivelmente depressa, sacolejando.
Um dos chinelos não mais foi encontrado, e um menino se apoderara do outro e fugira correndo. Depois disso a menininha caminhou de pés nus - já vermelhos e roxos de frio. Dentro de um velho avental carregava alguns fósforos, e um feixinho deles na mão. Ninguém lhe comprara nenhum naquele dia, e ela não ganhara sequer um níquel.
Tremendo de frio e fome, lá ia quase de rastos a pobre menina, verdadeira imagem da miséria! Os flocos de neve lhe cobriam os longos cabelos, que lhe caíam sobre o pescoço em lindos cachos; mas agora ela não pensava nisso.
Luzes brilhavam em todas as janelas, e enchia o ar um delicioso cheiro de ganso assado, pois era véspera de Ano-Novo.
Sim: nisso ela pensava!
Numa esquina formada por duas casas, uma das quais avançava mais que a outra, a menininha ficou sentada; levantara os pés, mas sentia um frio ainda maior.
Não ousava voltar para casa sem vender sequer um fósforo e, portanto sem levar um único tostão.
O pai naturalmente a espancaria e, além disso, em casa fazia frio, pois nada tinham como abrigo, exceto um telhado onde o vento assobiava através das frinchas maiores, tapadas com palha e trapos.
Suas mãozinhas estavam duras de frio.
Ah! bem que um fósforo lhe faria bem, se ela pudesse tirar só um do embrulho, riscá-lo na parede e aquecer as mãos à sua luz!
Tirou um: trec! O fósforo lançou faíscas, acendeu-se.
Era uma cálida chama luminosa; parecia uma vela pequenina quando ela o abrigou na mão em concha...
Que luz maravilhosa!
Com aquela chama acesa a menininha imaginava que estava sentada diante de um grande fogão polido, com lustrosa base de cobre, assim como a coifa.
Como o fogo ardia! Como era confortável!
Mas a pequenina chama se apagou, o fogão desapareceu, e ficaram-lhe na mão apenas os restos do fósforo queimado.
Riscou um segundo fósforo. Ele ardeu, e quando a sua luz caiu em cheio na parede ela se tornou transparente como um véu de gaze, e a menininha pôde enxergar a sala do outro lado.Na mesa se estendia uma toalha branca como a neve e sobre ela havia um brilhante serviço de jantar. O ganso assado fumegava maravilhosamente, recheado de maçãs e ameixas pretas. Ainda mais maravilhoso era ver o ganso saltar da travessa e sair bamboleando em sua direção, com a faca e o garfo espetados no peito! Então o fósforo se apagou, deixando à sua frente apenas a parede áspera, úmida e fria.
Acendeu outro fósforo, e se viu sentada debaixo de uma linda árvore de Natal. Era maior e mais enfeitada do que a árvore que tinha visto pela porta de vidro do rico negociante. Milhares de velas ardiam nos verdes ramos, e cartões coloridos, iguais aos que se vêem nas papelarias, estavam voltados para ela. A menininha espichou a mão para os cartões, mas nisso o fósforo apagou-se. As luzes do Natal subiam mais altas. Ela as via como se fossem estrelas no céu: uma delas caiu, formando um longo rastilho de fogo.
"Alguém está morrendo", pensou a menininha, pois sua vovozinha, a única pessoa que amara e que agora estava morta, lhe dissera que quando uma estrela cala, uma alma subia para Deus.
Ela riscou outro fósforo na parede; ele se acendeu e, à sua luz, a avozinha da menina apareceu clara e luminosa, muito linda e terna.
- Vovó! - exclamou a criança.
- Oh! leva-me contigo!
Sei que desaparecerás quando o fósforo se apagar!
Dissipar-te-ás, como as cálidas chamas do fogo, a comida fumegante e a grande e maravilhosa árvore de Natal!
E rapidamente acendeu todo o feixe de fósforos, pois queria reter diante da vista sua querida vovó. E os fósforos brilhavam com tanto fulgor que iluminavam mais que a luz do dia. Sua avó nunca lhe parecera grande e tão bela. Tornou a menininha nos braços, e ambas voaram em luminosidade e alegria acima da terra, subindo cada vez mais alto para onde não havia frio nem fome nem preocupações - subindo para Deus.
Mas na esquina das duas casas, encostada na parede, ficou sentada a pobre menininha de rosadas faces e boca sorridente, que a morte enregelara na derradeira noite do ano velho.
O sol do novo ano se levantou .
A criança lá ficou, paralisada, um feixe inteiro de fósforos queimados.
- Queria aquecer-se - diziam os passantes.
Porém, ninguém imaginava como era belo o que estavam vendo, nem a glória para onde ela se fora com a avó e a felicidade que sentia no dia do Ano­ Novo.
Hans Christian Andersen

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