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25 junho 2009

Olá Amigos dos contos e da arte,
Deixo-vos disponivel a minha participação no Programa Nos -RTP2
Espero que gostem!
Abraço de contos,

Clara Haddad

23 agosto 2008

Espectáculo com Contos árabes por Clara Haddad

Olá Amigos dos contos e da arte,
Deixo-vos disponível mais um video.Este é do espectáculo Alla Hu Akbar!
Espero que gostem e estejam a aproveitar os últimos dias de férias.
Retomo as actividades em Setembro.

Clara Haddad

16 julho 2008

Espectáculo - Alla Hu Akbar! Por Clara Haddad

*** Alla Hu Akbar! Alla Hu Akbar! Por Clara Haddad***

“Allah Hu Akbar! “ é a frase introdutória de encantamento dos contos árabes.
A partir dessa magia, a contadora de histórias, vai dar a conhecer contos provindos de diversas tradições.
Cada história permitirá que o ouvinte reflicta sobre o quanto nosso mundo é amplo e misterioso e como nossas vidas podem se transformar nas circunstâncias mais inesperadas, inusitadas e engraçadas.

Concepção, narração e texto: Clara Haddad
Sonoplastia e som: José Fernando Almeida

LOCAL: TERTÚLIA CASTELENSE
Data: 30 de Julho às 22h30
R.Augusto Nogueira da Silva ,779 Castêlo da Maia ( em frente ao museu )
22 982 94 25/6
Bilhete:4 euros
www.tertuliacastelense.com

01 junho 2008

Dia Mundial da Criança!!!!


Hoje comemora-se o Dia Mundial da Criança!

E ser criança não é somente ter pouca idade é sim esquecer a idade física.

A nossa verdadeira idade está na mente!É o que se sente.



Ser criança é perseguir a felicidade.

Sem se importar com a idade.

É esquecer um pouco das responsabilidades.

E acreditar na verdade.


É viver intensamente o presente.

Não viver condicionado ao futuro

Nem viver o passado!


Ser criança é amar intensamente

Brincar à vida livremente

E sempre ter em mente


Que a vida é feita de sorrisos

E por isso é preciso

Sempre estar aberto para o novo .


Deixo-vos um belo conto tibetano.Tenham um óptimo dia!


Clara Haddad



O Pintor do Céu

Há muito tempo, vivia no Sul da China uma velho pintor de muito talento. O que ele mais gostava de retratar eram rostos de crianças .Toda semana pintava sete carinhas diferentes, uma para cada dia.
Certa noite, enquanto o velho pintor trabalhava , caiu uma tempestade horrível, mas
ele estava tão entretido em fazer o retrato de uma linda menina que nem percebeu que a sua porta surgira uma misteriosa figura.
Ela atravessou a sala e quando chegou ao seu lado disse:
Eu sou a morte e preciso levá-lo hoje comigo.
O velho, porém não ficou assustado.Pelo contrário, continuou a pintar , respondendo apenas:
Morte, por favor, diga ao senhor do céu que estou ocupado e não posso partir sem terminar minha pintura.
Surpresa com a atitude do pintor a morte aproximou-se do quadro. Ficou paralisada. O rosto que ele pintava era tão lindo e vivo que parecia sorrir. Emocionada a morte foi-se embora. Quando chegou ao céu , o senhor lhe perguntou:
Morte , o que aconteceu? Você voltou sozinha?
Senhor perdoe-me , mas não consegui interromper o velho pintor, ele estava pintando um rosto tão lindo…
O senhor do céu ficou bravo e disse que ela não deveria tê-lo desobedecido e que deveria buscar o velhinho pintor pois era a hora dele.
E a morte retornou a casa do pintor e ficou novamente paralisada.
Os quadros do velhinho eram tão lindos que ela não queria que ele parasse de trabalhar,porém dessa vez ,não poderia falhar e pediu ao pintor que ele levasse seu material e o quadro que estava pintando e a acompanhasse.
Quando o senhor do céu viu o velhinho e seus quadros compreendeu a atitude da morte e disse:
Meu velho e sábio mestre, soube que na terra era pintor…pois bem, vou permitir que continue a trabalhar no céu.
E foi assim que o pintor se instalou no maravilhoso palácio celeste junto com o espírito da vida.
Cada vez que o espírito da vida desejava fazer nascer uma criança chamava o pintor para que ele criasse um lindo rosto. E é por isso que até hoje todas as crianças são belas trazendo em suas pequenas faces o toque mágico do eterno pintor chinês, o pintor do reino dos céus.

Conto tibetano

10 dezembro 2007

Um conto de Natal....

Fazia um frio terrível; caía a neve e estava quase escuro; a noite descia: a última noite do ano. Em meio ao frio e à escuridão uma pobre menininha, de pés no chão e cabeça descoberta, caminhava pelas ruas.
Quando saiu de casa trazia chinelos; mas de nada adiantavam, eram chinelos tão grandes para seus pequenos pézinhos, eram os antigos chinelos de sua mãe.
A menininha os perdera quando escorregara na estrada, onde duas carruagens passaram terrivelmente depressa, sacolejando.
Um dos chinelos não mais foi encontrado, e um menino se apoderara do outro e fugira correndo. Depois disso a menininha caminhou de pés nus - já vermelhos e roxos de frio. Dentro de um velho avental carregava alguns fósforos, e um feixinho deles na mão. Ninguém lhe comprara nenhum naquele dia, e ela não ganhara sequer um níquel.
Tremendo de frio e fome, lá ia quase de rastos a pobre menina, verdadeira imagem da miséria! Os flocos de neve lhe cobriam os longos cabelos, que lhe caíam sobre o pescoço em lindos cachos; mas agora ela não pensava nisso.
Luzes brilhavam em todas as janelas, e enchia o ar um delicioso cheiro de ganso assado, pois era véspera de Ano-Novo.
Sim: nisso ela pensava!
Numa esquina formada por duas casas, uma das quais avançava mais que a outra, a menininha ficou sentada; levantara os pés, mas sentia um frio ainda maior.
Não ousava voltar para casa sem vender sequer um fósforo e, portanto sem levar um único tostão.
O pai naturalmente a espancaria e, além disso, em casa fazia frio, pois nada tinham como abrigo, exceto um telhado onde o vento assobiava através das frinchas maiores, tapadas com palha e trapos.
Suas mãozinhas estavam duras de frio.
Ah! bem que um fósforo lhe faria bem, se ela pudesse tirar só um do embrulho, riscá-lo na parede e aquecer as mãos à sua luz!
Tirou um: trec! O fósforo lançou faíscas, acendeu-se.
Era uma cálida chama luminosa; parecia uma vela pequenina quando ela o abrigou na mão em concha...
Que luz maravilhosa!
Com aquela chama acesa a menininha imaginava que estava sentada diante de um grande fogão polido, com lustrosa base de cobre, assim como a coifa.
Como o fogo ardia! Como era confortável!
Mas a pequenina chama se apagou, o fogão desapareceu, e ficaram-lhe na mão apenas os restos do fósforo queimado.
Riscou um segundo fósforo. Ele ardeu, e quando a sua luz caiu em cheio na parede ela se tornou transparente como um véu de gaze, e a menininha pôde enxergar a sala do outro lado.Na mesa se estendia uma toalha branca como a neve e sobre ela havia um brilhante serviço de jantar. O ganso assado fumegava maravilhosamente, recheado de maçãs e ameixas pretas. Ainda mais maravilhoso era ver o ganso saltar da travessa e sair bamboleando em sua direção, com a faca e o garfo espetados no peito! Então o fósforo se apagou, deixando à sua frente apenas a parede áspera, úmida e fria.
Acendeu outro fósforo, e se viu sentada debaixo de uma linda árvore de Natal. Era maior e mais enfeitada do que a árvore que tinha visto pela porta de vidro do rico negociante. Milhares de velas ardiam nos verdes ramos, e cartões coloridos, iguais aos que se vêem nas papelarias, estavam voltados para ela. A menininha espichou a mão para os cartões, mas nisso o fósforo apagou-se. As luzes do Natal subiam mais altas. Ela as via como se fossem estrelas no céu: uma delas caiu, formando um longo rastilho de fogo.
"Alguém está morrendo", pensou a menininha, pois sua vovozinha, a única pessoa que amara e que agora estava morta, lhe dissera que quando uma estrela cala, uma alma subia para Deus.
Ela riscou outro fósforo na parede; ele se acendeu e, à sua luz, a avozinha da menina apareceu clara e luminosa, muito linda e terna.
- Vovó! - exclamou a criança.
- Oh! leva-me contigo!
Sei que desaparecerás quando o fósforo se apagar!
Dissipar-te-ás, como as cálidas chamas do fogo, a comida fumegante e a grande e maravilhosa árvore de Natal!
E rapidamente acendeu todo o feixe de fósforos, pois queria reter diante da vista sua querida vovó. E os fósforos brilhavam com tanto fulgor que iluminavam mais que a luz do dia. Sua avó nunca lhe parecera grande e tão bela. Tornou a menininha nos braços, e ambas voaram em luminosidade e alegria acima da terra, subindo cada vez mais alto para onde não havia frio nem fome nem preocupações - subindo para Deus.
Mas na esquina das duas casas, encostada na parede, ficou sentada a pobre menininha de rosadas faces e boca sorridente, que a morte enregelara na derradeira noite do ano velho.
O sol do novo ano se levantou .
A criança lá ficou, paralisada, um feixe inteiro de fósforos queimados.
- Queria aquecer-se - diziam os passantes.
Porém, ninguém imaginava como era belo o que estavam vendo, nem a glória para onde ela se fora com a avó e a felicidade que sentia no dia do Ano­ Novo.
Hans Christian Andersen

04 novembro 2007

Um mito aborígine astrauliano


Há muitos e muitos anos, na primavera do universo, quando tudo o que existe na terra era jovem, duas irmãs caminhavam pelos campos cobertos de belíssimas flores.Saciavam a fome com as deliciosas raízes que tiravam da terra.

Certa vez, ao anoitecer, uma das meninas abaixou-se para colher uma flor que chamou a sua atenção por ser maior que todas as outras.

Ao observar as pétalas, viu estampada numa delas o rostinho de um bebê.A carinha era tão bonita que a amenina arrancou um pedaço de casca de árvore e com ele fez uma caixinha , onde guardou a flor.

Era como se a flor fosse o seu grande tesouro e ela quisesse protegê-lo.Pôs a caixa num galho de árvore e , todas as tardes,depois do passeio, ia visitá-la.E não contou o segredo para a irmã.

Acontece que lentamente a flor foi se transformando num garotinho que , a cada dia, ficava mais forte e saudável.O verão terminou.Com a chegada do outono, as noites começaram a esfriar e a criança , a enfraquecer.Seu rostinho afinou.A menina encontrou uma coberta feita de pele de animal e agasalhou o bebê -flor.

Um dia ela contou a irmã sobre o seu estranho filhinho.A irmã ficou muito feliz com a novidade.Juntas, cuidaram do garotinho com toda a dedicação.Conforme ele foi crescendo, as duas o ensinaram a falar, cantar, caçar e alimentar-se.

Quando se tornou um jovem, o menino se transformou em Mulian, o gavião, e partiu voando para os céus.Mas sempre regressava para visitar sua mães, as irmãs que o haviam colhido no campo florido.Ao sentir que já estava velhinho, converteu-se numa estrela do céu para continuar a iluminar as crianças que,como as duas mães-meninas, amam e protegem as flores da terra.


( história da mitologia aborígine australiana)

15 abril 2007

Corre corre cabacinha....


Era uma vez uma velhinha que vivia só, na sua casinha da aldeia. Certo dia, recebeu uma carta da sua neta, que vivia numa terra distante. A carta trazia-lhe uma grande alegria – a neta ia casar-se e convidava a avozinha para assistir ao seu casamento.

Tão contente ficou que imediatamente se pôs a caminho para não chegar atrasada. Depois de ter andado alguns quilómetros, surgiu à sua frente um grande lobo que lhe disse numa voz rouca:
--Ai, velhinha, que eu como-te!

-Ai, não me comas, que eu estou muito magrinha.

Vou ao casamento da minha neta e, quando de lá voltar, já venho mais gordinha! -Está bem na volta cá te espero! - respondeu o lobo e deixou-a seguir caminho. Lá mais adiante, surgiu-lhe na frente um urso, que, pousando-lhe as patas nos ombros, lhe disse ao ouvido:
-Ai, velhinha, que eu como-te!
-Ai, não me comas, que eu estou muito magrinha. Vou ao casamento da minha neta e, quando de lá voltar, já venho mais gordinha! Tal como o lobo, o urso achou que a velhinha tinha razão e deixou-a seguir viagem, dizendo:
-Está bem na volta cá te espero! Já quase no fim da viagem, uma terceira fera apareceu à velhinha – era um leão.
-Ai, velhinha, que eu como-te!
-Ai, não me comas, que eu estou muito magrinha. Vou ao casamento da minha neta e, quando de lá voltar, já venho mais gordinha!

O leão também acho que era melhor esperar que ela voltasse mais gordinha. Então disse-lhe:
-Está bem na volta cá te espero!

Muito assustada a velhinha continuou o seu caminho até que chegou, por fim a casa da neta. Contou tudo o que lhe acontecera e a neta acalmou-a dizendo que não haveria problema nenhum.

O casamento foi muito bonito e a velhinha estava muito feliz. Mas, quando se decidiu a voltar para a sua casa, começou a ficar com muito medo. A neta correu ao quintal, cortou a cabacinha maior e mais redondinha que lá tinha abriu-lhe uma pequena porta e a velhinha entrou nela.

A neta voltou a fechar a cabacinha. Então a viagem começou quando a cabacinha e a velhinha rebolavam estrada fora . A certa altura passaram ao pé do leão, que perguntou:
- Oh cabacinha não viste para aí uma velhinha?
A velhinha de dentro da cabacinha respondeu:
-Não vi velhinha, nem velhão Corre corre cabacinha Corre corre cabação!!!
O leão fez cara de admirado! A cabacinha continuou rebolando pela estrada fora. Um pouco mais à frente estava o urso, esperando. Este resolveu perguntar:
-Oh cabacinha não viste para aí uma velhinha? De dentro da cabacinha, a mesma voz respondeu:
-Não vi velhinha, nem velhão Corre corre cabacinha Corre corre cabação!!! A cabacinha continuou rebolando, rebolando, sempre a toda a pressa.

O urso não percebeu nada do que via e ouvia… Mais perto de casa estava o lobo esfomeado. Ao ver a cabacinha perguntou-lhe:
-Oh cabacinha não viste para aí uma velhinha? De dentro da cabacinha a voz da velhinha fez-se ouvir:
-Não vi velhinha, nem velhão Corre corre cabacinha Corre corre cabação!!!

O lobo pulou de raiva. Finalmente a nossa velhinha chegou a casa. Não havia mais perigos. Pela estrada fora tinham ficado, enganados, os seus três inimigos. A cabacinha salvara-lhe a vida.

21 março 2007

Na Mata -- Contos Tradicionais da Amazónia


Os contos tradicionais, as lendas e mitos representam uma rara oportunidade do ouvinte mergulhar no universo do folclore brasileiro, com sua riqueza cultural e diversidade de temas que inspiram a imaginação. São histórias de ouvir contar. De emocionar e de divertir.
Venha conhecer os segredos que se escondem na mata!

Recolha de textos , adaptação e narração: Clara Haddad
Banda Sonora: José Fernando Almeida
Figurino e objectos:Contos da Carochinha-Brincadeiras com arte
Produção: Smiling Dog
Duração: 40 a 50 minutos

Indicado para adultos e crianças partir dos 5 anos

02 março 2007

Contos & Encantos do Mundo






Através da palavra e o imaginário dos contos, temos a oportunidade de entrar em contacto com temas que dizem respeito, a todos nós, como seres humanos.
Contos & Encantos do Mundo é uma viagem a outras culturas , suas particularidades, seus costumes, seu povo, belezas e mistérios.
Pedacinhos de vida e histórias misturados como uma colcha de retalhos.



Ficha Técnica
Narração: Clara Haddad
Figurino, Concepção e organização do texto: Clara Haddad
Banda Sonora: José Fernando Almeida
Programação Visual: Juliana Eigner
Produção Executiva: Contos da Carochinha –Brincadeiras com Arte
Produção e Realização: Similing Dog


Recomendado: Adultos e crianças a partir dos 9 anos.

Duração: 45 a 60 min











15 janeiro 2007

uma casa sonolenta....




A CASA SONOLENTA

Era uma vez uma casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.Nessa casa tinha uma cama, uma cama aconchegante, numa casa sonolenta onde todos viviam dormindo.

Nessa cama tinha uma avó, avó roncando, numa cama aconchegante, numa casa sonolenta onde todos viviam dormindo.

Em cima dessa avó tinha um menino, um menino sonhando, em cima da avó roncando, numa cama aconchegante , numa casa sonolenta onde todos viviam dormindo.

Em cima desse menino tinha um cachorro, um cachorro cochilando, em cima do menino sonhando , em cima da avó roncando, numa cama aconchegante, numa casa sonolenta onde todos viviam dormindo.

Em cima desse cachorro tinha um gato, um gato ressonando, em cima de um cachorro cochilando, em cima de um menino sonhando, em cima de uma avó roncando, numa cama aconchegante, numa casa sonolenta onde todos viviam dormindo.

Em cima desse gato tinha um rato, um rato dormindo, em cima de um gato ressonando, em cima de um cachorro cochilando, em cima de um menino sonhando, em cima de uma avó roncando, numa cama aconchegante, numa casa sonolenta onde todos viviam dormindo.

Em cima desse rato tinha uma pulga...

Será possível? Uma pulga acordada, em cima de um rato dormindo, em cima de um gato ressonando, em cima de um cachorro cochilando, em cima de um menino sonhando,em cima de uma avó , numa cama aconchegante, numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.

Uma pulga acordada, que picou o rato, que assustou o gato, que arranhou o cachorro, que caiu sobre o menino, que deu um susto na avó , que quebrou a cama, numa casa sonolenta onde ninguém mais estava dormindo.
AUDREY WOODY

15 novembro 2006

Oficina de Criação de Contos

As Oficinas de Criação de Contos, realizadas na Feira do Livro do Grande Colégio de Póvoa foram um sucesso! As crianças se divertiram e foram estimuladas a criar pequenos contos através de sons, imagens e objectos.



Eu sem dúvida alguma sai de lá um bocadinho mais feliz....
É sempre muito gratificante estimular os miúdos ...ouvir as histórias que eles tem pra contar...as histórias que saem das suas cabeçinhas inventidas e ávidas por coisas novas, as histórias com viagens fantásticas, personagens misteriosos,heróis ,vilões, fadas, monstros...
Me diverti imenso com muitos dos contos criados e saí de lá com muito mais histórias pra contar...



"Colorin colorado esse conto acabado!"

29 outubro 2006

Responsabilidade Social-Voluntariado





Como não poderia deixar de ser a Contos da Carochinha-Brincadeiras com arte é uma consultadoria que também se preocupa com o trabalho social.


As acções voluntárias costumam acontecer no sector infantil dos hospitais.Nessas sessões são realizadas animações de leitura , actividades interactivas e exercícios para crianças ( e pais das crianças) internadas com o intuito de proporcionar-lhes um maior conforto e um pouco de alegria nesses momentos delicados que envolvem uma internação hospitalar.


Acreditamos que promover a cultura, o entretenimento e a informação educacional através do estímulo à leitura e do brincar, com exercícios e brincadeiras contribui positivamente para auto- estima e bem- estar desses jovens.


Ultimamente temos desenvolvido actividades de alongamento , relaxamento e meditação com crianças no Hospital Pedro Hispano-Matosinhos.


Para além disso, continuamos com apresentações e espectáculos diversos.


Sempre pensando em levar a cultura, bem -estar e entretenimento para pessoas de todas as idades .






07 outubro 2006

Espectáculo de Narração




Apresenta:




Pé de maravilha







Uma árvore igual e diferente de tantas outras que é regada com letras, cujas folhas têm palavras escritas e os frutos são livros e animais encantados. Seria possível achar?
Certa noite,Dona Candinha senta-se a beira do lume e relembra suas histórias de menina, relembra do pé de maravilha !

Este espectáculo de narração é uma viagem através de cantigas populares, lengalengas, trava-língua e o rico imaginário dos contos tradicionais de vários países, seus personagens fabulosos, suas fascinantes lendas e florestas encantadas.

Recomendado para crianças a partir dos 5 anos.

Duração: 50 a 60 minutos

Maiores informações entre em contacto!

contosdacarochinha@gmail.com

Clara Haddad - +351 91.465.6372

11 setembro 2006

Apresentação -O Pote Vazio




Há muito tempo, na China, vivia um menino chamado Ping, que adorava flores. Tudo o que ele plantava florescia. O Imperador também adorava flores...

Quando chegou o momento de escolher um herdeiro, ele deu uma semente de flor para cada criança do reino, dizendo - 'Quem provar que fez o melhor possível dentro de um ano, será meu sucessor!'.

Ping plantou sua semente e cuidou dela dia após dia. Mas os meses se passaram e a semente não brotou. Quando chegou a primavera, Ping apresentou-se ao Imperador levando apenas um pote vazio.

A arte primorosa e a bela simplicidade do texto de Demi mostram como o fracasso constrangedor de Ping se transformou em triunfo, nesta fábula sobre a honestidade recompensada.

25 maio 2006

Contação de Histórias com Origami



Contando histórias com dobraduras é uma forma divertida e lúdica de entreter pais e filhos.

Cada história, cantiga , parlenda é acompanhada por actividades de origami, transformando este momento em um trabalho dinâmico e artístico, onde todos participam activamente da construção e desenvolvimento da história.

Tudo é possível com muita imaginação e uma simples folha de papel!

11 abril 2006

Um texto de Marina Colassanti....




Era linda, era filha, era única. Filha de rei. Mas de que adiantava ser princesa se não tinha com quem brincar?Sozinha, no palácio, chorava e chorava.
Não queria saber de bonecas, não queria saber de brinquedos. Queria uma amiga para gostar.De noite o rei ouvia os soluços da filha. De que adiantava a coroa se a filha da gente chora à noite?
Decidiu acabar com tanta tristeza. Chamou o vidraceiro, chamou o moldureiro. E em segredo mandou fazer o maior espelho do reino. E em silêncio mandou colocar o espelho ao pé da cama da filha que dormia.
Quando a princesa acordou, já não estava sozinha. Uma menina linda e única olhava para ela, os cabelos ainda desfeitos do sono. Rápido saltaram as duas da cama. Rápido chegaram perto e ficaram se encontrando. Uma sorriu e deu bom dia. A outra deu bom dia sorrindo.
- Engraçado – pensou uma - , a outra é canhota.
E riram as duas.Riram muito depois. Felizes juntas, felizes iguais.
A brincadeira de uma era a graça da outra. O salto de uma era o pulo da outra. E quando uma estava cansada, a outra dormia.
O rei, encantado com tanta alegria, mandou fazer brinquedos novos, que entregou à filha numa cesta. Bichos, bonecas, casinhas e uma bola de ouro.
A bola no fundo da cesta. Porém tão brilhante, que foi o primeiro presente que escolheram.Rolaram com ela no tapete, lançaram na cama atiraram para o alto. Mas quando a princesa resolveu jogá-la nas mãos da amiga, a bola estilhaçou jogo e amizade.
Uma moldura vazia, cacos de espelho no chão.A tristeza pesou nos olhos da única filha do rei. Abaixou a cabeça para chorar. A lágrima inchou, já ia cair, quando a princesa viu o rosto que tanto amava. Não um só rosto de amiga, mas tantos rostos de tantas amigas.
Não na lágrima que logo caiu mas nos cacos que cobriam o chão.
- Engraçado são canhotas – pensou.
E riram.Riram por algum tempo depois. Era diferente brincar com tantas amigas. Agora podia escolher.
Um dia escolheu uma e logo se cansou. No dia seguinte preferiu outra, e esqueceu-se dela logo em seguida. Depois outra e outra, até achar que todas eram poucas. Então pegou uma, jogou contra a parede e fez duas. Cansou das duas, pisou com o sapato e fez quatro. Não achou mais graça nas quatro, quebrou com o martelo e fez oito. Irritou-se com as oito partiu com uma pedra e fez doze.Mas duas eram menores do que uma, quatro menores do que duas, oito menores do que quatro, doze menores do que oito.Menores cada vez menores.Tão menores que não cabiam em si, pedaços de amigas com as quais não se podia brincar.
Um olho, um sorriso, um pedaço de si. Depois, nem isso, pó brilhante de amigas espalhado pelo chão.Sozinha outra vez a filha do rei.Chorava .Nem sei.Não queria saber das bonecas, não queria saber dos brinquedos.
Saiu do palácio e foi correr no jardim para cansar a tristeza.Correu, correu, e a tristeza continuava com ela. Correu pelo bosque, correu pelo prado. Parou à beira do lago.
No reflexo da água a amiga esperava por ela.Mas a princesa não queria mais uma única amiga, queria tantas, queria todas, aquelas que tinha tido e as novas que encontraria. Soprou na água. A amiga encrespou-se, mas continuou sendo uma.
Então a linda filha do rei atirou-se na água de braços abertos, estilhaçando o espelho em tantos cacos, tantas amigas que foram afundando com ela, sumindo nas pequenas ondas com que o lago arrumava sua superfície.

09 abril 2006

Uma história que eu adoro contar



Bom Dia, Todas as Cores!


"Meu amigo Camaleão acordou de bom humor.

- Bom dia, sol, bom dia flores , bom dia todas as cores!


Lavou o rosto numa folha orvalho, mudou sua cor para cor -de rosa , que ele achava a mais bonita de de todas, e saiu para o sol, contente da vida.Meu amigo Camaleão estava feliz.Porque tinha chegado a primavera.E o sol, finalmente, depois de um inverno longo e frio, brilhava,alegre, no céu.

- Eu hoje estou de bem com a vida- Ele disse. - quero ser bonzinho pra todo mundo...

Logo que saiu de casa,o Camaleão encontrou o professor pernilongo.O professor pernilongo toca Violino na orquestra do Teatro Florestal.

- Bom dia, professor!Como vai o senhor?

- Bom dia, Camaleão!Mas o que é isso, meu irmão?Por que é que mudou de cor?Essa cor não lhe cai bem...Olhe para o azul do céu.Por que não fica azul também?

O Camaleão,amável como ele era,resolveu ficar azul como o céu da primavera...Até que numa clareira o Camaleão encontrou o sabiá-laranjeira:
- Meu amigo Camaleão,Muito bom dia e você!Mas que cor é essa agora?O amigo está azul por quê?

E o sabiá explicou que a cor mais linda do mundo era a cor alaranjada,cor de laranja, dourada.Nosso amigo, bem depressa,resolveu mudar de cor.Ficou logo alaranjado,Louro, laranja, dourado.E cantando, alegremente,Lá se foi, ainda contente...Na pracinha da floresta,Saindo da capelinha,vinha o senhor louva-a-deus,mais a família inteirinha.Ele é um senhor muito sério,que não gosta de gracinha.

- Bom dia, Camaleão!Que cor mais escandalosa!Parece até fantasia pra baile de carnaval...Você devia arranjar uma cor mais natural...Veja o verde da folhagem...Veja o verde da campina...Você devia fazer o que a natureza ensina.

É claro que o nosso amigo resolveu mudar de cor.Ficou logo bem verdinho.E foi pelo seu caminho...Vocês agora já sabem como era o Camaleão.Bastava que alguém falasse, mudava de opinião.Ficava roxo, amarelo, ficava cor-de-pavão.Ficava de toda cor. Não sabia dizer NÃO.Por isso, naquele dia, cada vez que Se encontrava com algum de seus amigos,e que o amigo estranhava a cor com que ele estava...

Advinha o que fazia o nosso Camaleão? Pois ele logo mudava, mudava para outro tom...Mudou de rosa para azul.De azul para alaranjado.De laranja para verde.De verde para encarnado.Mudou de preto para branco.De branco virou roxinho.De roxo para amarelo.E até para cor de vinho...

Quando o sol começou a se pôr no horizonte,Camaleão resolveu voltar para casa.Estava cansado do longo passeio.E mais cansado ainda de tanto mudar de cor.Entrou na sua casinha.Deitou para descansar.E lá ficou a pensar:

- Por mais que a gente se esforce,Não pode agradar a todos.Alguns gostam de farofa.Outros preferem farelo...Uns querem comer maçã.Outros preferem marmelo...Tem quem goste de sapato.Tem quem goste de chinelo...E se não fossem os gostos,Que seria do amarelo?

Por isso, no outro dia, Camaleão levantou-se bem cedinho.- Bom dia, sol, bom dia, flores,Bom dia, todas as cores! Lavou o rosto numa folha cheia de orvalho,Mudou sua cor para a cor-de-rosa, que ele achava a mais bonita de todas, e saiu para o sol, contente da vida.Logo que saiu, Camaleão encontrou o sapo cururu,Que é cantor de sucesso na Rádio Jovem Floresta.

- Bom dia, meu caro sapo! Que dia mais lindo, não?

- Muito bom dia, amigo Camaleão!Mais que cor mais engraçada,Antiga, tão desbotada...Por que é que você não usa uma cor mais avançada?

O Camaleão sorriu e disse para o seu amigo:

- Eu uso as cores que eu gosto,E com isso faço bem.Eu gosto dos bons conselhos,Mas faço o que me convém.Quem não agrada a si mesmo,Não pode agradar ninguém...

E assim aconteceu o que acabei de contar.Se gostaram, muito bem!Se não gostaram, AZAR!"

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